Viva a emoção de amar. Desapegue-se das mágoas. Descarregue tudo na escrita. Goze a vida!
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Do que mais sinto falta?
Dos nossos diálogos. Mesmo sendo tão óbvio, esse seu silêncio recheado de significados, eu preciso perguntar e quero mesmo saber: não há como sermos mais que amigos coloridos, não é? Ok. Mas tenha certeza, seu tolo, que odeio essas cores todas. Preferiria o preto no branco. O feijão com arroz. Você em minha vida real. Eu na sua. Sem distâncias. Vou confessar: eu sempre odiei os nossos encontros casuais, mesmo fingindo adorá-los e ainda que me considere uma moderninha e independente mulher. Eu sou uma mulherzinha, como outra qualquer. Ai, como é bom desabafar, mesmo que nunca me leia. Sempre quis te manter bem perto. A ponto de saber quando estou com cólica ou em paz. Te considero um amor de pessoa. Te acho inteligente, espirituoso. Te admiro no que faz; gosto de saber das suas histórias, que me leia as suas poesias. Sei que tem zilhões de defeitos, como todo mundo, mas te acho fascinante. Seus olhos brilham ao falar do seu trabalho. Os meus brilham ao te ver sorrir. Ao menos na astrologia somos opostos e complementares. E por isso tudo, eu não duvido que faça outra mulher feliz. Ou que já esteja fazendo. Mas há outra bem triste. Não pelo sumiço costumeiro. Pela impossibilidade de sermos mais do que já fomos. Pelo meu desespero alimentado pela minha desesperança, por não termos uma projeção de futuro juntos. Ai, pelas coisas lindas vividas e [agora] esquecidas no passado.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Sessão deles
O cara parece conhecer como a mulher sente. Parece entender as nossas atitudes. Essa é a razão para eu gostar tanto das crônicas de Carpinejar, mesmo quando ele exagera nas doses de ironia ou quando é prepotente. Gosto mais dele escrevendo que falando. Deve ser o típico homem que sabe escrever, mas não sabe conviver.... enfim, não o desejo pelo homem que é. Desejo ler e compartilhar boas crônicas dele, como essa.
SUPER PODER FEMININO
"Só a mulher tem a liberdade de se sentir ofendida e se retirar a qualquer momento de qualquer local.
Ela tem um passe-livre da mágoa. Uma pulseira vip do camarote da tristeza. O homem não. O homem nem pensar.
Eu invejo esse superpoder. É uma habilidade sobrenatural, muito melhor do que os dois braceletes indestrutíveis da Mulher-Maravilha, que repele balas e raios, ou de sua tiara que funciona como bumerangue. Sua namorada pode estar conversando com você num bar, de uma hora para outra fechar a cara e deixá-lo plantado na cadeira."
(...)
Leia na íntegra! Clica aí: SUPER PODER FEMININOsexta-feira, 25 de janeiro de 2013
3 anos depois...
Cada uma seguiu um rumo. Cada uma investiu em seus escritos, em outros espaços.
Cada uma viveu amores e paixonites.
Uma casou de novo.
As outras duas continuam tentando.
Uma teima em pensar em príncipes.
Outra fala sobre sapos.
A terceira sobre um novo filho, um novo lar.
Não sei se haverá mais tempo para trilogias, tripés, tribo de três.
Mas hoje é dia de comemorar que o blog ainda está no ar!!
Em 25 de janeiro de 2010 nosso canto nasceu no anonimato, querendo mudar o rumo das coisas, no campo dos três corações, na ocasião, desesperadamente amargurados. Isso passou. Não somamos mais amarguras. Talvez decepções e algumas frustrações.
Vivemos coisas lindas a dois, ops, a seis, sem nenhuma possibilidade de orgias entre casais e menage a trois!!
Nos reencontramos, as três, num carnaval, que resultou em nossa marca: a imagem de três pares de olhares furiosos.
Por tudo o que passou, eu creio sim, que há o que comemorar. Pelas postagens, pelas visitas, pelo apoio mútuo em tempos difíceis.
A amizade permanece.
Que o blog também permaneça.
É o meu desejo, hoje, ao soprar mais uma velinha.
Adoro os desabafos daqui.Adoro as escritas-segredo compartilhadas aqui. Viva o amor! Viva o sexo com [camisinha]! Viva toda forma de amar, porque ainda vale a pena.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
[Será que] ele é "o" cara?
Roberto, o Carlos, cantarola pela milésima vez: "esse cara sou eu". Todos bem que concordam: essa é a música atual mais chatinha, a mais tocada na novela das nove e, também, a mais comentada nas redes sociais. E agora ela veio parar aqui. Claro que não é da música que quero falar. Muito menos detoná-la. Já basta disso! Quero falar sobre o seu significado bonito. Não dos seus versos piegas. Da boniteza de se pensar num homem apaixonado, que não mede esforços para conquistar e reconquistar sua amada amante.
Daí me recordo dessa canção enquanto penso em dois homens bem diferentes. O primeiro deles, um cara aí, que dorme e ronca noite a dentro, e não dá nenhum sinal que é ou será "o" cara. O outro, um cara aí, um cheio de bons sinais.
Para efeitos da descrição a seguir, didaticamente eu os dividi em duas categorias, a partir de outra canção, aquela da Rita, a Lee, que é tema-mor do bloguito, desde sempre. Um me lembra sexo. E "sexo é esporte". O outro me lembra amor. E "amor é sorte."
Daí me recordo dessa canção enquanto penso em dois homens bem diferentes. O primeiro deles, um cara aí, que dorme e ronca noite a dentro, e não dá nenhum sinal que é ou será "o" cara. O outro, um cara aí, um cheio de bons sinais.
Para efeitos da descrição a seguir, didaticamente eu os dividi em duas categorias, a partir de outra canção, aquela da Rita, a Lee, que é tema-mor do bloguito, desde sempre. Um me lembra sexo. E "sexo é esporte". O outro me lembra amor. E "amor é sorte."
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
mentes tão bem...
Se tem uma coisa que os "poetas" sertanejos e arrocheiros sabem fazer bem é declarar com exaustão suas paixonites agudas, suas dores pelos amores não correspondidos, pelas traições e decepções que vão se multiplicando, que [penso] podem ser frutos das relações líquidas vividas, nos tempos atuais. Essa reflexão a seguir pode valer para todos nós, mulheres, homens e todos os pagodeiros de plantão, sobretudo os que sabem mentir, enganar, fingir e seduzir- pelo simples prazer [leviano e nocivo] de seduzir.
sábado, 13 de outubro de 2012
das vacas magras
Quem dera se magra eu estivesse, exatamente como elas, as vacas, na falta de gado [ops], na falta de pasto verde e alto. O cenário é muito comum, nesse mundão de nordeste sem água: na ausência da grama comestível, as vaquinhas costumam ficar definhadas e tristinhas, pelos cantos, sem muita alegria para correr, amamentar suas crias, exibir suas curvas que se destacam aqui e ali, com as pintas pretas, no meio da pelugem branquinha como uma nuvem...segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aos Cadinhos da vida
Esse blog contém cenas reais, fictícias, fragmentos, histórias, tragédias e romances com os Arnaldos, Carlinhos e Zés. Quando foi lançado, nos idos 2010, só pensávamos em pisotear [via escritos] nos cafajestes e malfeitores. Nos homens que nos subestimavam, minavam com nossa estima e com nossa esperança de sermos felizes no sexo e no amor, ao mesmo tempo e se possível, com a garantia da exclusividade no suposto "contrato" da relação.
Claro que de lá pra cá, nos assustamos, nos assombramos, nos indignamos, nos defendemos, aprendemos a dizer NÃO, com a boca cheia, nos recusamos a manter vínculos fakes, com ordinários sem noção.
Mas aí a Globo, com todo o seu poder de sedução no horário nobre, lança uma novela com uma proposta ousada: a de cultuar e validar que homens e mulheres podem [e devem] ter relações paralelas em segundo e até mesmo em terceiro plano.
Claro que de lá pra cá, nos assustamos, nos assombramos, nos indignamos, nos defendemos, aprendemos a dizer NÃO, com a boca cheia, nos recusamos a manter vínculos fakes, com ordinários sem noção.
Mas aí a Globo, com todo o seu poder de sedução no horário nobre, lança uma novela com uma proposta ousada: a de cultuar e validar que homens e mulheres podem [e devem] ter relações paralelas em segundo e até mesmo em terceiro plano.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A morte amorosa
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| a casa do lago |
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Apenas um desejo de fuga
Queria estar com Matt Damon hoje.
Ele, vestido de Jason Bourne.
Eu, de mocinha, indefesa, insanamente louca pela proteção dele.
Pelo seu par de olhos silenciosos e intensos.
Por aquele "cantinho" de sorriso, contido, que não sai, sabe?
E isso é pretensão, é loucura, é o quê?
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Delírio de Agosto nº 1
Comprovadamente sou uma mulher sem muitas experiências amorosas para contar, acho que por isso escrevo tão pouco neste blog. Acontece que tenho muitas amigas, e elas aprontam muito, e dá uma vontade louca de divulgar suas traquinagens, mesmo por que invejo e desejo muitas vezes que aconteça algo parecido comigo um dia...
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Ou de chorinhos
Tem homem que gosta de DR. Discutir relação é coisa realmente pra quem gosta. Esse cabra de quem falo, gosta tanto que não se dá conta de que não há mais o que discutir porque, de verdade, a nossa relação já nem existe mais. Ele discutia ao vivo; já faz tempo que vem discutindo à distância, de longe, na escrita, por meio de mensagens subliminares ditas por músicos ou poetas. Pior que finge que está feliz [para sempre] na outra relação. Penso que o que ele gosta mesmo é de sofrer. Poderia ser compositor de samba.
domingo, 29 de julho de 2012
Não foi verdade
Quis logo informar a realidade no título, para não zombarem de mim.
Se isso que vou narrar tivesse mesmo acontecido juro que, por mais aberta e ordinária que eu fosse, eu não teria coragem de contar pra vocês, um mico dessa grandeza, não para vocês, que acreditam ainda em papai noel, em príncipe encantado, em duendes que vivem brincando em jardins etéreos.
Agora, por favor, abram bem os olhos, e tentem imaginar cenas surreais, dignas da sessão da madrugada mais extraordinária que uma mulher, entre quatro paredes ou mais, não deveria ter com um ser que, duvido que seja humano, nomeado aqui de Arnaldo Júnior.
Se isso que vou narrar tivesse mesmo acontecido juro que, por mais aberta e ordinária que eu fosse, eu não teria coragem de contar pra vocês, um mico dessa grandeza, não para vocês, que acreditam ainda em papai noel, em príncipe encantado, em duendes que vivem brincando em jardins etéreos.
Agora, por favor, abram bem os olhos, e tentem imaginar cenas surreais, dignas da sessão da madrugada mais extraordinária que uma mulher, entre quatro paredes ou mais, não deveria ter com um ser que, duvido que seja humano, nomeado aqui de Arnaldo Júnior.
sábado, 30 de junho de 2012
ARGH!
Em festas juninas é comum me defrontar com causos engraçados. Parece que atraio coisas e pessoas esquisitas. Isso, de certo, deve ser pra depois narrar aqui, nessas terras áridas por estórias extraordinárias.
As outras duas parecem mesmo estar de férias eternas. Nem sei mais o que fazer para despertá-las dessa letargia. Ok. Blogar deve ser um ato de liberdade. Deixemos isso de lado.
Vou contar a última das minhas aventuras numa noite de são pedro, pescador famoso.
A festa estava apinhada de gente, biscoitos, enfeites nas mesas, amendoim cozido, cerveja gelada e mais um punhado de guloseimas tradicionais. Tudo aprovado. Tudo gostoso. Churrasquinho feito na hora. Acarajé, também. Tudo quente, tudo limpo, tudo perfeito. Duas bandas revezaram o palco. Entre forrós e arrochas, nos esbaldamos por mais de cinco horas seguidas.
No meio da festança, ele apareceu. Silencioso, com chapéu estiloso, jaqueta de couro, calça jeans e uma camisa de listas, rosa- claro. Cabelos grisalhos. Olhar provocador. Parecia procurar por algo. Ou por mim? Não sei se foi ou é pretensão minha, mas o cara fixou o olhar em mim. Continuei fazendo a varredura nele e foi assim que cheguei nos pés calçados com um par de sapatos brancos.
O susto foi grande.Tive pena dele. A noite estava chuvosa, prometendo borrar qualquer tipo de textura nos pés, com muita terra molhada e grama verde.
O problema foi que não conseguia desviar os olhos daquele elefante branco. Será que ele era o noivo da quadrilha de são joão? Mas, me digam, e noivo usa sapato branco? Isso não é tradição da noiva? Gente, não seria possível alguém escolher um sapato dessa cor! Concluí que sim, foi um desatino dele.
Enquanto eu enlouquecia com meus pensamentos tortos e sombrios, ele percebeu o meu olhar sobre ele e resolveu brincar de me encarar, também. A minha amiga entendeu a 'quase-paquera' e disse que iria pegar bebida ou ir ao banheiro, não sei ao certo. Continuei ali, parada, incrédula. O sapato do cara não saía dos meus miolos. Queria conhecê-lo. Precisava entendê-lo. Precisava descobri-lo.
Foi então que ele aproveitou que fiquei sozinha e me convidou pra dançar e eu fui, parecendo estar sob o feitiço do par das botinas cor de algodão.
A máxima "por fora, bela viola, por dentro, pão borolento" se aplicou perfeitamente ao causo. Quando ele me enlaçou, senti o cheiro [horrível] de couro vencido, sabe? Do tipo que nunca foi lavado e é guardado a cada verão e retirado do armário sempre no mesmo dia, no inverno de cada ano.
Tive náuseas com o odor que emanava dele. Depois teve o hálito, tipo: comi, bebi, vomitei, dormi, comi de novo e me esqueci de escovar os dentes, sabe? Que nojo!!!
Claro que evitei me aproximar do corpo dele, emudeci pra não ter que respirar o mesmo ar pesado, e pensei em me afastar no meio da música. Desisti disso. Considerando o contexto e as longas horas da 'quase-paquera', precisava falar sobre o assunto que me levou até os seus braços.
- Oh... estou com medo de pisar em seus pés.
- Pode pisar!
- Não... seu sapato é branco! Está todo limpo!
- Mas vai sujar... não me importo!
- Sério? Mas por que escolheu essa cor? Você é da área de saúde?
Ele riu alto revelando seus dentes sujos e fétidos. Eu sorri forçado, louca pra desaparecer como um raio.
- Não... eu gosto de branco. E combina com o chapéu.
- Ah....
Eu agradeci pela dança, puxei minha amiga para o outro canto da festa e torci pra chegar em casa logo, sã e salva, pra tomar um belo banho! E viva são pedro, pescador, que não me trouxe amor, nem calor, nem um [bom] sabor.
---
Agora voltem ao titulo e repitam comigo.
As outras duas parecem mesmo estar de férias eternas. Nem sei mais o que fazer para despertá-las dessa letargia. Ok. Blogar deve ser um ato de liberdade. Deixemos isso de lado.
Vou contar a última das minhas aventuras numa noite de são pedro, pescador famoso.
A festa estava apinhada de gente, biscoitos, enfeites nas mesas, amendoim cozido, cerveja gelada e mais um punhado de guloseimas tradicionais. Tudo aprovado. Tudo gostoso. Churrasquinho feito na hora. Acarajé, também. Tudo quente, tudo limpo, tudo perfeito. Duas bandas revezaram o palco. Entre forrós e arrochas, nos esbaldamos por mais de cinco horas seguidas.
No meio da festança, ele apareceu. Silencioso, com chapéu estiloso, jaqueta de couro, calça jeans e uma camisa de listas, rosa- claro. Cabelos grisalhos. Olhar provocador. Parecia procurar por algo. Ou por mim? Não sei se foi ou é pretensão minha, mas o cara fixou o olhar em mim. Continuei fazendo a varredura nele e foi assim que cheguei nos pés calçados com um par de sapatos brancos.
O susto foi grande.Tive pena dele. A noite estava chuvosa, prometendo borrar qualquer tipo de textura nos pés, com muita terra molhada e grama verde.
O problema foi que não conseguia desviar os olhos daquele elefante branco. Será que ele era o noivo da quadrilha de são joão? Mas, me digam, e noivo usa sapato branco? Isso não é tradição da noiva? Gente, não seria possível alguém escolher um sapato dessa cor! Concluí que sim, foi um desatino dele.
Enquanto eu enlouquecia com meus pensamentos tortos e sombrios, ele percebeu o meu olhar sobre ele e resolveu brincar de me encarar, também. A minha amiga entendeu a 'quase-paquera' e disse que iria pegar bebida ou ir ao banheiro, não sei ao certo. Continuei ali, parada, incrédula. O sapato do cara não saía dos meus miolos. Queria conhecê-lo. Precisava entendê-lo. Precisava descobri-lo.
Foi então que ele aproveitou que fiquei sozinha e me convidou pra dançar e eu fui, parecendo estar sob o feitiço do par das botinas cor de algodão.
A máxima "por fora, bela viola, por dentro, pão borolento" se aplicou perfeitamente ao causo. Quando ele me enlaçou, senti o cheiro [horrível] de couro vencido, sabe? Do tipo que nunca foi lavado e é guardado a cada verão e retirado do armário sempre no mesmo dia, no inverno de cada ano.
Tive náuseas com o odor que emanava dele. Depois teve o hálito, tipo: comi, bebi, vomitei, dormi, comi de novo e me esqueci de escovar os dentes, sabe? Que nojo!!!
Claro que evitei me aproximar do corpo dele, emudeci pra não ter que respirar o mesmo ar pesado, e pensei em me afastar no meio da música. Desisti disso. Considerando o contexto e as longas horas da 'quase-paquera', precisava falar sobre o assunto que me levou até os seus braços.
- Oh... estou com medo de pisar em seus pés.
- Pode pisar!
- Não... seu sapato é branco! Está todo limpo!
- Mas vai sujar... não me importo!
- Sério? Mas por que escolheu essa cor? Você é da área de saúde?
Ele riu alto revelando seus dentes sujos e fétidos. Eu sorri forçado, louca pra desaparecer como um raio.
- Não... eu gosto de branco. E combina com o chapéu.
- Ah....
Eu agradeci pela dança, puxei minha amiga para o outro canto da festa e torci pra chegar em casa logo, sã e salva, pra tomar um belo banho! E viva são pedro, pescador, que não me trouxe amor, nem calor, nem um [bom] sabor.
---
Agora voltem ao titulo e repitam comigo.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Encomenda
Uma amiga me chamou a atenção para uma música extraordinária [Cigano/Djavan]. Me pediu para escrever sobre. Comentei que eu não conseguiria escrever sem inspiração, sem uma história minha nela. Ainda assim, diante do pleito, ouvi algumas vezes essa linda canção e aqui está, querida, em sua homenagem!
Na falta da criatividade resolvi comentar a letra, pra quem sabe, aliviar essa tensão minha, sua, nossa, pós ressaca do dia deles, dos enamorados. Um dia faremos nós, inúmeras comemorações, porque definitivamente, o sol nasce pra todos!
Enquanto seu lobo não vem, sonhemos, cantemos, dancemos... o santo antônio já ouviu nossas preces!
Te querer
Na falta da criatividade resolvi comentar a letra, pra quem sabe, aliviar essa tensão minha, sua, nossa, pós ressaca do dia deles, dos enamorados. Um dia faremos nós, inúmeras comemorações, porque definitivamente, o sol nasce pra todos!
Enquanto seu lobo não vem, sonhemos, cantemos, dancemos... o santo antônio já ouviu nossas preces!
Te querer
Viver mais pra ser exato
[exagero dele, né? Conseguimos viver sem um amor. Talvez não consigamos viver em sua plenitude]
Te seguir
E poder chegar
Onde tudo é só meu
[Que louco desejar isso! Não possuímos nem a nós mesmos]
[exagero dele, né? Conseguimos viver sem um amor. Talvez não consigamos viver em sua plenitude]
Te seguir
E poder chegar
Onde tudo é só meu
[Que louco desejar isso! Não possuímos nem a nós mesmos]
Te encontrar
Dar a cara pro teu beijo
[Beijo se ganha, não se pede, nem se implora... autoestima é importante!]
Correr atrás de ti feito cigano
Cigano, cigano
[é poético, mas não me encanta pensar que terei que correr atrás, suar, mendigar atenção...]
Me jogar sem medir
[olha aí... com os dois pés no ar, o tombo pode ser gigante!]
Viajar
Entre pernas e delícias
[opa.. uma delícia, pensar o ato de amar, assim, sem medidas...]
Conhecer
Dar a cara pro teu beijo
[Beijo se ganha, não se pede, nem se implora... autoestima é importante!]
Correr atrás de ti feito cigano
Cigano, cigano
[é poético, mas não me encanta pensar que terei que correr atrás, suar, mendigar atenção...]
Me jogar sem medir
[olha aí... com os dois pés no ar, o tombo pode ser gigante!]
Viajar
Entre pernas e delícias
[opa.. uma delícia, pensar o ato de amar, assim, sem medidas...]
Conhecer
Pra notícias dar
Devassar sua vida
Resistir
Ao que pode o pensamento
[o grande engano talvez seja esse, o de achar que precisamos conhecer tudo do outro... mas não é o mistério, o que desconhecemos, o que há de mais instigante num novo amor?]
Saber chegar no seu melhor momento
Momento, momento
[Quando é? Como saber?]
Devassar sua vida
Resistir
Ao que pode o pensamento
[o grande engano talvez seja esse, o de achar que precisamos conhecer tudo do outro... mas não é o mistério, o que desconhecemos, o que há de mais instigante num novo amor?]
Saber chegar no seu melhor momento
Momento, momento
[Quando é? Como saber?]
Pra ficar e ficar
Juntos, dentro, horas
Juntos, dentro, horas
[uau]
Tudo ali às claras
Deixar crescer
Até romper
A manhã
Tudo ali às claras
Deixar crescer
Até romper
A manhã
Como o mar está sereno
Olha lá
As gaivotas já
Vão deixar suas ilhas
Veja o Sol
É demais esta cidade!
A gente vai
Ter um dia de calor...
[não há mais o que criticar...quando se ama, naturalmente, a gente vê beleza em tudo, e tudo é lindo, contagiante, emocionante, extraordinário de se viver! Até um dia de [muito] calor...
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Ele, o samurai
Essa história é atemporal, ok? Não imaginem que aconteceu ontem, ou mesmo na semana passada. Ou mesmo se aconteceu. Aliás, o tempo real está tão fora de moda quanto de propósito. Afinal, para que serve um relógio ou um cronômetro, senão para medir a passagem do tempo? Ou seja, se já passou, não importa quando.
Esse mistério todo é justamente para que entrem na lógica do mundo virtualizado. Pouco interessa se chove, faz calor, se é inverno ou verão. Talvez a lua cheia poderia fazer parte dessa narrativa, já que na noite do dia extraordinário ela estava lá, alta, imperiosa, exigindo loucuras sexuais dos humanos.
Então, já que não é pra falar de quando o evento aconteceu, por que samurai mesmo?
Ah, isso é simples e até divertido contar. Posso contar.
Ele, o samurai, é um homem de estatura mediana, quase alto, negro, de cavanhaque bem desenhado, de olhar terno, de mãos grandes e sorriso largo. Me lembra um ator que gosto muito, que agora está em cartaz com Homens de Preto, parte acima de 2.
Ele, o samurai, tem costas largas, um cheiro de gente limpa, sabe? Que se cuida, que tem higiene, que não vai a um encontro com uma mulher sem antes tomar um banho demorado e passar loção pós-barba.
Eu e ele, o samurai, já nos conhecíamos de velhos carnavais. Quando nos reencontramos, ao acaso, exatamente na atemporalidade característica das relações casuais do século 21, decidimos trocar telefones, para que não nos 'perdêssemos mais de vista'.
E eu digitei seu número e salvei aleatoriamente. Desse salvar de qualquer jeito, o número dele passou a pertencer a alguém da minha agenda telefônica que tinha o sobrenome-apelido de samurai.
Confesso que tentei modificar, mas como perdi a paciência com o teclado do aparelho, assim permaneceu o codinome beija-flor, digo codinome samurai, com exclusividade só para mim, e pelo visto, para todo o sempre.
Tive que contar para ele sobre seu novo nome, o que nos rendeu muitas risadas e até deu um toque de cumplicidade entre nós, a cada vez que me telefonava; e de lá em diante, passamos a nos comunicar muitas vezes, e ele, o samurai, passou a querer me reencontrar outras tantas.
Não tive paciência de fazer pesquisas mais rebuscadas. Fui então à wikipédia e descobri coisas bem simples, mas interessantes sobre:
Esse mistério todo é justamente para que entrem na lógica do mundo virtualizado. Pouco interessa se chove, faz calor, se é inverno ou verão. Talvez a lua cheia poderia fazer parte dessa narrativa, já que na noite do dia extraordinário ela estava lá, alta, imperiosa, exigindo loucuras sexuais dos humanos.
Então, já que não é pra falar de quando o evento aconteceu, por que samurai mesmo?
Ah, isso é simples e até divertido contar. Posso contar.
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| Dizem que o amor atrai... |
Ele, o samurai, tem costas largas, um cheiro de gente limpa, sabe? Que se cuida, que tem higiene, que não vai a um encontro com uma mulher sem antes tomar um banho demorado e passar loção pós-barba.
Eu e ele, o samurai, já nos conhecíamos de velhos carnavais. Quando nos reencontramos, ao acaso, exatamente na atemporalidade característica das relações casuais do século 21, decidimos trocar telefones, para que não nos 'perdêssemos mais de vista'.
E eu digitei seu número e salvei aleatoriamente. Desse salvar de qualquer jeito, o número dele passou a pertencer a alguém da minha agenda telefônica que tinha o sobrenome-apelido de samurai.
Confesso que tentei modificar, mas como perdi a paciência com o teclado do aparelho, assim permaneceu o codinome beija-flor, digo codinome samurai, com exclusividade só para mim, e pelo visto, para todo o sempre.
Tive que contar para ele sobre seu novo nome, o que nos rendeu muitas risadas e até deu um toque de cumplicidade entre nós, a cada vez que me telefonava; e de lá em diante, passamos a nos comunicar muitas vezes, e ele, o samurai, passou a querer me reencontrar outras tantas.
Não tive paciência de fazer pesquisas mais rebuscadas. Fui então à wikipédia e descobri coisas bem simples, mas interessantes sobre:
- O nome "samurai" significa, em japonês, "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Eu, imperadora, poderosa? Não, não me vejo assim.
- (...) Era esperado dos samurais que eles não fossem analfabetos e que fossem cultos até um nível básico. Nossa, o "meu" surpreendeu. Ele é bastante culto! Tem até um MBA em seu currículo. Uau!
- Os samurais obedeciam a um código de honra não-escrito denominado bushidô (caminho do guerreiro). Segundo esse código, os samurais não poderiam demonstrar medo ou covardia diante de qualquer situação. Aí deu pra mim. Percebi logo que, além de insistente, ele sabe como lutar. A mão dele pousada em minha perna me disse exatamente isso.
Também me dei conta de que Djavan tem uma música com esse título. E finalizo com ela, abaixo, concluindo que há mais coisas a acontecer [bem debaixo dessa ponte], entre o céu e a terra.
Ele, o samurai, é forte, viril e ficou de me telefonar qualquer hora dessas, pra pousar suas mãos ágeis em mim.
Tempo, tempo, tempo, tempo... e "ai, quanto querer, cabe em meu coração...".
Tempo, tempo, tempo, tempo... e "ai, quanto querer, cabe em meu coração...".
sábado, 12 de maio de 2012
Pra quem não sabe amar...
...e fica esperando alguém que caiba nos seus sonhos, parabéns, espere mesmo. O mercado do “amor” está uma lástima! A gente tenta, tenta, tenta e só dá com burros n’água. Os homens que tenho encontrado estão sem romantismo, sem atenção, com os olhos voltados para o próprio umbigo (para não dizer outra coisa). Acabou-se a perspectiva de “cinderelar”, “branca-de-nevezar”, nem Shrek é conto de fadas real. Simplesmente por que, como se não bastasse não existir príncipes e princesas, não existe também confiança, consideração, respeito, olhos nos olhos, mãos dadas, beijo tranquilo. Essas coisas sumiram com a virada do século e com a criação do Facebook.
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| Fonte: Google, o melhor investigador do mundo. |
Os anos 1980 foram os últimos românticos. Cazuza, Renato Russo, que saudade de vocês! Kid Abelha, Leo Jaime, até Titãs com “Sonífera Ilha” fazia mais bonito no romantismo do que essa galera sertanejante de hoje. “Se beber eu fico triste, bebendo eu fico alegre” é a verdade da década. Se a gente bebe um pouquinho, o mundo vai se dissolvendo, dissolvendo, até que aquele feinho, com dente torto, meio orelhudo, perna arqueada e usando camisa de futebol que chegou de mãos dadas com a loira sem sal vira o arquétipo do Adônis, forte e viril, belo e jovem, pronto para viver as fantasias mais loucas com você. Beba um pouquinho mais e já estará esperando o cara sair para pegar uma bebida e você cola, reclamando da solidão de beber sozinha, passa a mão no cabelo, chupa o canudo, sem tirar o olho do ex-feio, e tem ele lhe paquerando toda a noite. Você pode não ter beijado ninguém, mas vai dar cada olhada...
Enfim, desilusão completa com relação ao romance. Homens românticos e interessantes, cadê vocês? Mulheres menos exigentes consigo mesmas, me convençam de que ser passiva é bom! Pelamordedeus! Essa balança anda muito descompensada! E eu também estou com TPM. Meu mal é ser libriana, nunca aponto para um problema sem pensar que ele pode ter sido gerado pelo outro ou por mim mesma. Mas de uma coisa tenho certeza: não fui eu que fiz esse homem que pensou enquanto lia o texto ser como ele é. Os novos e injustos valores pós-revolução feminista cobram um preço grande para a mulher e o romance, condenaram a gente a segurar a onda de nossas escolhas e aguentar a solidão. Sabe do que mais? Aguentarei! Resistirei! E beberei! Muito!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Doce [e intenso] abril
É sobre o fim que quero desabafar. Sobre a dor do fim, de algo que era tão doce, tão lindo, tão fácil de germinar e crescer. Sobre a sensação de impotência que se apoderou de mim diante da história alheia, complexa, cheia de condicionantes.
Não era nem pra ter começado. Claro que era. Não era pra ter acabado, isso sim. Mas insistir num erro é cometê-lo de novo e de novo, a cada beijo trocado, a cada olhar de cumplicidade lançado.
Eu sentirei falta do melhor que havia em nós: os sorrisos, os olhares, os cheiros, os carinhos, os diálogos, o sexo sem pressa, ou aquele urgente.
Era tudo tão natural, tão intenso, que não entendo como vou conseguir apagar da memória dos meus melhores momentos a dois, nos últimos anos.
Ele está em mim, tatuado. Nos quatro cantos da casa o vejo circulando livremente, fazendo alongamentos intermináveis, me fazendo rir ou me fazendo delirar, querendo mais, o desejando mais.
Ontem finalizamos sem reticências. Não haverá continuidade porque não há o que continuar. Antecipei e ele concordou. Dei um basta e ele aceitou.
Foram horas duras de silêncio, de angústia, de vontade de acabar com aquela conversa difícil e partir pro abraço, sem considerar o motivo do encontro. Mas assim não foi.
Ele e eu sabemos que a razão é imperativa, impiedosa e não teme revelias. Como "não sou rebelde porque o mundo não quis assim", seguirei muito triste, mas acreditando que foi uma decisão acertada, embora dolorida. Dor que me dilacerou. Não sei como viverei sem contar mais com possíveis chegadas repentinas dele. O interfone vai emudecer. Vão bater em minha porta somente para receberem o lixo consumido. Ninguém sequer vai perceber que estou um lixo. Sabe aquele tipo de lixo que vai durar uma eternidade para se decompor? É assim que será, porque saudade é igual lixo: não acaba, só aumenta.
Não era nem pra ter começado. Claro que era. Não era pra ter acabado, isso sim. Mas insistir num erro é cometê-lo de novo e de novo, a cada beijo trocado, a cada olhar de cumplicidade lançado.
Eu sentirei falta do melhor que havia em nós: os sorrisos, os olhares, os cheiros, os carinhos, os diálogos, o sexo sem pressa, ou aquele urgente.
Era tudo tão natural, tão intenso, que não entendo como vou conseguir apagar da memória dos meus melhores momentos a dois, nos últimos anos.
Ele está em mim, tatuado. Nos quatro cantos da casa o vejo circulando livremente, fazendo alongamentos intermináveis, me fazendo rir ou me fazendo delirar, querendo mais, o desejando mais.
Ontem finalizamos sem reticências. Não haverá continuidade porque não há o que continuar. Antecipei e ele concordou. Dei um basta e ele aceitou.
Foram horas duras de silêncio, de angústia, de vontade de acabar com aquela conversa difícil e partir pro abraço, sem considerar o motivo do encontro. Mas assim não foi.
Ele e eu sabemos que a razão é imperativa, impiedosa e não teme revelias. Como "não sou rebelde porque o mundo não quis assim", seguirei muito triste, mas acreditando que foi uma decisão acertada, embora dolorida. Dor que me dilacerou. Não sei como viverei sem contar mais com possíveis chegadas repentinas dele. O interfone vai emudecer. Vão bater em minha porta somente para receberem o lixo consumido. Ninguém sequer vai perceber que estou um lixo. Sabe aquele tipo de lixo que vai durar uma eternidade para se decompor? É assim que será, porque saudade é igual lixo: não acaba, só aumenta.
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| agora é cada um, cada um |
sábado, 31 de março de 2012
Depois da tempestade...
A razão do meu atual afeto tem nome. Começa com A, como Arnaldo, por exemplo. Sustenta um jeito simples e inteligente de levar a vida. Tem dois filhos. Um casal. Um com 4 e outro com 3 aninhos. O mais velho levou seu nome, mas queixou-se de arrependimento: não carrega o sobrenome Filho. Ele queria isso. Se orgulharia disso.
Ele é alto, magro, sorriso largo. Lindo sorriso. Sorri com os olhos. E fala com os lábios. E com os olhos também. E fala e ri ao mesmo tempo e de um jeito único. Mentira. Já vi esse sorriso-olhos em outro afeto do passado. Mas passou, né?? Não cabem mais semelhanças. Um cheiro maravilhoso. Um beijo daqueles. Me lembra essa atual novela das 7.
Ah, só mais uma por favor... ok, prometo não explorar tanto... eu e essa mania de querer ver no outro, o outro, aquele que me rejeitou e partiu sem sequer me dizer ADEUS. Antes que eu siga e apenas anuncie um FUI, preciso que saibam que eles dois se parecem demasiadamente. São espontâneos, joviais, espirituosos, dengosos, além de uma forma especial de dizer as coisas com uma tranquilidade e uma paz, absurdas.
Estar ao lado dele, digo, deles dois, me pareceu a mesma coisa. O passado no presente outra vez. Mesma sensação de paz, de aconchego, de ninho. De prazer na medida, sem holofotes, estardalhaços ou seduções baratas.
Mas há algo que o diferencia do anterior. E é isso que mais tenho gostado nele. Além de ser honesto e admitir o tumulto que é sua vida e que ainda assim me quer bem perto, ele carrega um apartamento em seu carro!
Nele, você encontra de tudo. Eu observei cada milímetro do que havia no banco de trás, na frente, nas gavetas... não me arrisquei a ver o que continha no porta-malas. Tive medo de me deparar com algo muito inusitado, a ponto de ficar vermelha ou sem graça. Mas pude ver pares de sapatos, gravatas, camisas, um sabonete ainda fechado, um pote de margarina. De abridor de garrafas a absorvente íntimo. Algo extraordinariamente louco.
Ele é assim. Adora ser assim. Acha divertido viver colecionando utilidades diversas, para fins diversos. Depende apenas do desejo de quem estiver ao seu lado. "Uma cerveja? Ah, pega no isopor... e, ali na frente, se quiser, tem copo descartável e taças também, caso não goste de beber em copos de plástico."
Pode uma coisa dessas? Posso ficar pesada, ao lado de uma criatura dessa? Não. Jamais.
Me contou que ter uma casa, dentro de um automóvel, lhe rende muitas situações hilárias envolvendo caronas, lavadores de carro, e que já teve até que conservar o carro sujo, por dentro, tamanha a parafernália de tranqueiras que carrega, e sem nenhum peso na consciência. Peso mesmo, só em seu carro, que se tivesse que pagar multa por excesso, estaria endividado para todo o sempre.
O meu novo affair sabe fazer muita bagunça e sabe resolver muita coisa. Ele é quase um Magaiver, aquele, daquele seriado lá do passado. Com diálogo simples, direto, com atitude.
"ah, a atitude dele... ah, isso, meu ex-bem, você nunca teve comigo".
E, depois de tanta chuva em meus dias, eu sinceramente não imaginava ter o sol de volta, com um sorriso lindo nos olhos, só pra mim. Passados alguns meses de muita trovoada, relâmpagos, apagões, enxurradas de lágrimas, entendi, com o novo, que me livrei do peso do passado.
Agora carrego outros pesos, no carro de um homem cheio de histórias, divertido, com seu cheiro bom, e beijo gostoso, com "a letra A, do seu nome", como me diria Nando Reis. Pois é.. a bonança me chama. Tenho que ir. FUI.
Ele é alto, magro, sorriso largo. Lindo sorriso. Sorri com os olhos. E fala com os lábios. E com os olhos também. E fala e ri ao mesmo tempo e de um jeito único. Mentira. Já vi esse sorriso-olhos em outro afeto do passado. Mas passou, né?? Não cabem mais semelhanças. Um cheiro maravilhoso. Um beijo daqueles. Me lembra essa atual novela das 7.
Ah, só mais uma por favor... ok, prometo não explorar tanto... eu e essa mania de querer ver no outro, o outro, aquele que me rejeitou e partiu sem sequer me dizer ADEUS. Antes que eu siga e apenas anuncie um FUI, preciso que saibam que eles dois se parecem demasiadamente. São espontâneos, joviais, espirituosos, dengosos, além de uma forma especial de dizer as coisas com uma tranquilidade e uma paz, absurdas.
Estar ao lado dele, digo, deles dois, me pareceu a mesma coisa. O passado no presente outra vez. Mesma sensação de paz, de aconchego, de ninho. De prazer na medida, sem holofotes, estardalhaços ou seduções baratas.
Mas há algo que o diferencia do anterior. E é isso que mais tenho gostado nele. Além de ser honesto e admitir o tumulto que é sua vida e que ainda assim me quer bem perto, ele carrega um apartamento em seu carro!
Nele, você encontra de tudo. Eu observei cada milímetro do que havia no banco de trás, na frente, nas gavetas... não me arrisquei a ver o que continha no porta-malas. Tive medo de me deparar com algo muito inusitado, a ponto de ficar vermelha ou sem graça. Mas pude ver pares de sapatos, gravatas, camisas, um sabonete ainda fechado, um pote de margarina. De abridor de garrafas a absorvente íntimo. Algo extraordinariamente louco.
Ele é assim. Adora ser assim. Acha divertido viver colecionando utilidades diversas, para fins diversos. Depende apenas do desejo de quem estiver ao seu lado. "Uma cerveja? Ah, pega no isopor... e, ali na frente, se quiser, tem copo descartável e taças também, caso não goste de beber em copos de plástico."
Pode uma coisa dessas? Posso ficar pesada, ao lado de uma criatura dessa? Não. Jamais.
Me contou que ter uma casa, dentro de um automóvel, lhe rende muitas situações hilárias envolvendo caronas, lavadores de carro, e que já teve até que conservar o carro sujo, por dentro, tamanha a parafernália de tranqueiras que carrega, e sem nenhum peso na consciência. Peso mesmo, só em seu carro, que se tivesse que pagar multa por excesso, estaria endividado para todo o sempre.
O meu novo affair sabe fazer muita bagunça e sabe resolver muita coisa. Ele é quase um Magaiver, aquele, daquele seriado lá do passado. Com diálogo simples, direto, com atitude.
"ah, a atitude dele... ah, isso, meu ex-bem, você nunca teve comigo".
E, depois de tanta chuva em meus dias, eu sinceramente não imaginava ter o sol de volta, com um sorriso lindo nos olhos, só pra mim. Passados alguns meses de muita trovoada, relâmpagos, apagões, enxurradas de lágrimas, entendi, com o novo, que me livrei do peso do passado.
Agora carrego outros pesos, no carro de um homem cheio de histórias, divertido, com seu cheiro bom, e beijo gostoso, com "a letra A, do seu nome", como me diria Nando Reis. Pois é.. a bonança me chama. Tenho que ir. FUI.
sábado, 17 de março de 2012
Na madrugada
A madrugada se faz curta. Há tanta coisa por dizer... Lembrança sublime, saudade, vontade de se ver, se tocar.
Mas o medo venceu o desejo e a razão sobrepôs a emoção.
Almas paralisadas. Uma história interrompida e corações despedaçados.
Cada um vivendo a mediocridade de seu cotidiano, estampando no rosto uma felicidade fictícia.
Não há mais espaço para a dúvida.
E ainda que amanheçam palavras românticas, despertando sentimentos adormecidos, as lembranças de um romance que não vingou só rendem mais frustrações.
Um amor sufocado que insiste em não morrer.
E esses versos dos Paralamas parecem ecoar:
"Por mais que eu pense
Mas o medo venceu o desejo e a razão sobrepôs a emoção.
Almas paralisadas. Uma história interrompida e corações despedaçados.
Cada um vivendo a mediocridade de seu cotidiano, estampando no rosto uma felicidade fictícia.
Não há mais espaço para a dúvida.
E ainda que amanheçam palavras românticas, despertando sentimentos adormecidos, as lembranças de um romance que não vingou só rendem mais frustrações.
Um amor sufocado que insiste em não morrer.
E esses versos dos Paralamas parecem ecoar:
"Por mais que eu pense
Que eu sinta, que eu fale
Tem sempre alguma coisa por dizer
Por mais que o mundo dê voltas
Em torno do sol, vem a lua me
Enlouquecer
Tem sempre alguma coisa por dizer
Por mais que o mundo dê voltas
Em torno do sol, vem a lua me
Enlouquecer
A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você"
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você"
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