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| "...é o calor, que aquece a alma..." |
A meu ver, fugas nunca dão certo, ou nunca conseguem corresponder ao que desejamos. Nos livramos de um contexto e logo nos metemos em outro. Não controlamos absolutamente nada no território amoroso. E nem poderíamos...
No filme, o amor chega rápido, num encontro de olhares, e uma sessão de beijos de tirar o fôlego. O novo amor, por sua vez, exige atenção, dedicação exclusiva, ou seja, não permite distrações, muito menos férias para os enamorados.
Na vida real, por outro lado, a dor de uma perda e a solidão emplacam, mesmo quando decidimos fugir de nós mesmos. Elas nos perseguem, independente de onde estejamos fisicamente.
Chega de racionalizar..e não é que, em plenas férias, o amor me pegou? Pois então, aquela máxima que dizem por aí 'hoje pode acontecer tudo, inclusive nada' comigo funcionou às avessas. Do nada, aconteceu tudo.
E, revendo o filme hoje, consegui chorar como a personagem da Cameron Diaz, vivendo a situação de descobrir-se apaixonada por alguém, que mora quase do outro lado do mundo. Fiquei com uma vontade imensa de segurar o tempo, controlar os destinos, ou apertar a tecla 'pause' no exato momento em que ele me disse "estou triste, porque vou embora". Me pareceu Jude Law, o fofo viúvo capaz de me fazer caminhar de salto alto, na neve!
E o olhar do meu Jude Law, quente como seu beijo, e suas mãos fortes, me paralisou. Me fez acreditar que podemos fazer filminho água com marshmallow, em nossas vidas. E mais. Podemos reeditá-los, trocar os protagonistas, mudar os cenários. Mas sem os infelizes créditos finais. Apenas recheado de cenas extraordinariamente românticas. Seria doce. Como água para chocolate!
Deixa quieto...essa (já) é uma outra história de cinema...




