sábado, 13 de outubro de 2012

das vacas magras

Quem dera se magra eu estivesse, exatamente como elas, as vacas, na falta de gado [ops], na falta de pasto verde e alto. O cenário é muito comum, nesse mundão de nordeste sem água: na ausência da grama comestível, as vaquinhas costumam ficar definhadas e tristinhas, pelos cantos, sem muita alegria para correr, amamentar suas crias, exibir suas curvas que se destacam aqui e ali, com as pintas pretas, no meio da pelugem branquinha como uma nuvem...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Aos Cadinhos da vida

Esse blog contém cenas reais, fictícias, fragmentos, histórias, tragédias e romances com os Arnaldos, Carlinhos e Zés. Quando foi lançado, nos idos 2010, só pensávamos em pisotear [via escritos] nos cafajestes e malfeitores. Nos homens que nos subestimavam, minavam com nossa estima e com nossa esperança de sermos felizes no sexo e no amor, ao mesmo tempo e se possível, com a garantia da exclusividade no suposto "contrato" da relação.
Claro que de lá pra cá, nos assustamos, nos assombramos, nos indignamos, nos defendemos, aprendemos a dizer NÃO, com a boca cheia, nos recusamos a manter vínculos fakes, com ordinários sem noção.
Mas aí a Globo, com todo o seu poder de sedução no horário nobre, lança uma novela com uma proposta ousada: a de cultuar e validar que homens e mulheres podem [e devem] ter relações paralelas em segundo e até mesmo em terceiro plano.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A morte amorosa

a casa do lago
Chove lá fora. Aqui, não faz tanto frio. Pode parecer triste, estranho, ou mórbido, o título dessa postagem, mas é disse que quero falar. Da tristeza que [nos] dá, quando um amor verdadeiro morre, ou sobre quando alguém que amamos morre, literalmente. Essa impotência para lidar com determinantes como esse [a morte física] nos faz acreditar, ou melhor, duvidar, que haja justiça divina para todas as dores e saudades ocasionadas por perdas humanas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Apenas um desejo de fuga

Queria estar com Matt Damon hoje.
Ele, vestido de Jason Bourne.
Eu, de mocinha, indefesa, insanamente louca pela proteção dele.
Pelo seu par de olhos silenciosos e intensos.
Por aquele "cantinho" de sorriso, contido, que não sai, sabe?
E isso é pretensão, é loucura, é o quê?


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Delírio de Agosto nº 1




Comprovadamente sou uma mulher sem muitas experiências amorosas para contar, acho que por isso escrevo tão pouco neste blog. Acontece que tenho muitas amigas, e elas aprontam muito, e dá uma vontade louca de divulgar suas traquinagens, mesmo por que invejo e desejo muitas vezes que aconteça algo parecido comigo um dia...

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Ou de chorinhos

Tem homem que gosta de DR. Discutir relação é coisa realmente pra quem gosta. Esse cabra de quem falo, gosta tanto que não se dá conta de que não há mais o que discutir porque, de verdade, a nossa relação já nem existe mais. Ele discutia ao vivo; já faz tempo que vem discutindo à distância, de longe, na escrita, por meio de mensagens subliminares ditas por músicos ou poetas. Pior que finge que está feliz [para sempre] na outra relação. Penso que o que ele gosta mesmo é de sofrer. Poderia ser compositor de samba.

domingo, 29 de julho de 2012

Não foi verdade

Quis logo informar a realidade no título, para não zombarem de mim.
Se isso que vou narrar tivesse mesmo acontecido juro que, por mais aberta e ordinária que eu fosse, eu não teria coragem de contar pra vocês, um mico dessa grandeza, não para vocês, que acreditam ainda em papai noel, em príncipe encantado, em duendes que vivem brincando em jardins etéreos.
Agora, por favor, abram bem os olhos, e tentem imaginar cenas surreais, dignas da sessão da madrugada mais extraordinária que uma mulher, entre quatro paredes ou mais, não deveria ter com um ser que, duvido que seja humano, nomeado aqui de Arnaldo Júnior.