sábado, 18 de junho de 2011

Um novo amor chegou...

Um novo amor (ainda) não chegou, mas quem sabe está vindo aí, afinal é junho, mês de Santo Antônio, mil possibilidades de um novo amor chegar! Exercitando o pensamento positivo, ainda queria que fosse parecido com Zé Renato ...



Um novo amor chegou
Azulando meu peito na barra do dia
Dissolvendo o sereno da melancolia
Reabrindo o botão milagroso da flor
Um novo amor chegou
Enchugando meu pranto no vento da tarde
Carregando a lembrança, a tristeza, a saudade
Apagando em minh'alma o vestígio da dor
Um novo amor chegou
Acendendo meu corpo na boca da noite
Perfumando meu ventre na água da fonte
Clareando em meus olhos a luz e a cor
Um novo amor chegou
Me levando em silêncio pela madrugada
Eu só quero seguir seu caminho na estrada
E dormir na morada do meu novo amor
Um novo amor chegou, iluminou
Como o clarão da aurora
Beijou meu coração, adormeceu
E não vai mais embora

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Esqueça a propaganda




Não há o que falar mais...

sábado, 4 de junho de 2011

"Segredos de liquidificador"

"...você sonhava acordada.."
Sempre ouvi dizer que paixões avassaladoras não tem hora e dia certo para acontecerem. Sempre ouvi dizer que encontramos um novo amor ao acaso: numa fila de supermercado, num posto de gasolina, numa livraria, numa esquina, num carnaval, já quando a quarta de cinzas está por perto. Nunca ouvi dizer que encontramos um par ideal, daqueles de provocar suspiros e torcermos para encontrá-lo nos dias seguintes, em uma balada. Na noite, encontramos aventuras, ilusões, bebedeiras e muita, muita ressaca.
Posso parecer repetitiva e óbvia demais, mas é justamente sobre um encontro desses, nas baladas da vida, que quero narrar para vocês, leitores assíduos e sedentos por diversão, nesse cantinho miúdo e despretencioso da net.
Eu tenho uma triste mania, que parece um mantra, quando digo "hoje eu vou beber". Quem está ao meu lado, sempre solta um "ai, meu deus, lá vem turbilhão de emoções ou confusão das brabas!"; eis uma pura verdade. Sempre me meto em enrascadas quando resolvo apelar pra cervejas, drinks, espumantes e afins.
Era uma noite de sexta-feira. Tinha tido uma semana difícil, cheia de compromissos e prazos para cumprir no trabalho. Não estava com vontade de descansar. Pelo contrário. Queria exaustão, a ponto de querer ver o outro dia chegar sem queimar pestanas. E disse pra mim mesma "hoje eu vou beber". Ninguém me ouviu, desta vez. Deveria ter dito isso ao lado de algum amigo, pois quem sabe, a razão alheia me faria estancar o que estava pra me acontecer. Mas não ouvi conselho algum. Comprei fichas de cerveja e começei a beber sem pressa, com liberdade, com vontade. A festa estava boa. Gente estranha, poucos conhecidos. A música estava ótima. Um sambinha sempre cai bem. Como diz Jorge Aragão, "tudo acaba em samba...". Se bem que tudo poderia acabar em forró, em pop rock, ou até em axé....creio que, naquele dia, qualquer som me caberia bem, tamanho o meu desejo de esquecer os problemas do cotidiano e curtir  uma noitada.
Ele me viu no balcão, trocando mais um ticket por outra cerveja. Eu já o tinha visto, logo na entrada. Parecia da minha idade, o meu 'top'. Cabelos grisalhos, sorriso largo, uma camisa branca, de malha, calça jeans e tênis. O cheiro que emanava era aquele perfume que amo, 212. Esse cheiro me envenena. Fico seduzida. Não precisava de mais nada para nos aproximarmos. Simplesmente sorrimos um pro outro. No momento seguinte, já estávamos íntimos, juntinhos na pista, corpos grudados, rindo de bobagens ditas sobre bobagens que sempre dizemos nessas horas. Ele me cheirou e reconheceu meu perfume. Disse ser o seu predileto. Ri da 'nossa' cumplicidade. Mais um encontro extraordinário. Pensei comigo: estava eu ao lado do meu príncipe, o príncipe daquela noite. Sabia que no the day after, nem nos veríamos mais. Eu de um estado, ele de passagem. Isso não me incomodou. Estava afim de diversão, não de casamento. Dançamos muitas músicas, trocamos carinhos, mais bobagens ditas ao pé da orelha. Me lembro sempre da música de Cazuza, nesses momentos. Saímos de lá, embriagados de desejos. Não me lembro do que ocorreu depois da nossa saída. Mas é fácil advinhar. Só lembro que não fechei as pestanas e cheguei em casa, inteira e com ressaca, quase ao meio-dia. E ele? Ah, o sapo ficou lá, dormindo, verde, gelado e roncando em seu brejo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Barriga Masculina

Após constatar que não há homem solteiro da minha idade, conclui que também não há homem da minha idade sem uma protuberância considerável na parte frontal do corpo. O que alguns ousam chamar de “calo sexual” (que eu, particularmente, considero de extremo mau gosto), torna-se cada dia mais comum e aceitável socialmente. 
Os homens entopem-se de chopp nos fins de semana e isso vai contribuindo para o aumento da pança, e diretamente proporcional a isso, vai diminuindo o meu tesão. 
Quando era garota, a primeira coisa que olhava num homem, era o rosto. Se fosse bonito, já tinha 50% de chance comigo. Aprendi que há outras coisas por trás de um rostinho bonito, mas é inevitável desanimar completamente ao me deparar com o chamado “excesso de fofura”. 
Ô coisa bisonha...
Algumas pessoas tem verdadeiro pavor de academia. Eu não entendo isso, não que seja fã de malhação, mas compreendo que há coisas na vida que são necessárias, ainda que sejam chatas e não nos tragam prazer algum. Eu não malho, mas também não me entupo de porcaria, nem de cerveja, que vão acabar detonando, além da minha saúde, o meu poder de atração.
Mas homem "se acha", porque tem mulher demais no mercado, então se dá o direito de ser barrigudo e comilão!  
Arnaldo não tinha barriga (“tinha” porquê? Arnaldo morreu?). Carlinhos, o Sr. Perfeitinho é pançudo. E Zé, o barriga de lama que deixou minha amiga extraordinária com os quatro pneus arriados, portava uma almofada sob a camisa. 
Quando o cara é gordinho, até libero, porque é gordo mesmo e se você decidiu ir pra cama com o papai noel deve estar preparada pra tudo. Mas homem magro com barriga me brocha totalmente. Se for baixinho, então, passa longe que eu vou atrás de um tanque!

sábado, 21 de maio de 2011

Nem era carnaval...

Estava eu, no desembarque, tentando encontrar um rosto familiar. No meio da espera, ele me apareceu. 8h30, horário local. O cara tinha no máximo 30 anos. Corpo atlético, cara boa, sabe? Também achei que era muito cedo para paquerar. Mas assim como o amor, uma boa paquera não tem tempo certo pra acontecer. Quanto mais ele me fitava com olhos devoradores, eu me sentia a mais imperfeita das mulheres naquela aeroporto cheio de executivas de pastas de couro, maquiagens e cabelos impecáveis, vestindo seus saltos de 15cm. Não podia ser comigo, concluí. Mas não desgrudei os olhos dele. Queria mesmo acompanhá-lo, até quando a minha visão não o alcançasse mais. Daí lembrei do que eu vestia, e que não tinha sequer um mísero batom nos lábios, que não tinha tomado o meu café da manhã, que a única coisa lúcida que tinha feito, foi ter ido ao banheiro e escovado os dentes. Ufa! Minha bolsa pesa muito, mas me senti aliviada de ser tão limpinha quanto esperta, numa viagem cheia de escalas pela frente. Mas não me sentia confortável. Escolhi uma roupa "nada a ver". Misturei botas pretas tipo "cowgirl", calça preta, camisa pólo preta, e pásme, um blazer branco, de tecido, mas que de longe, tenho certeza que parecia couro. Me faltava apenas um chapéu de vaqueira, que cairia até bem, pois o meu cabelo não estava escovado, pelo contrário, tinha prendido de qualquer jeito, como se estivesse em casa, num dia de faxina. Pois bem, o cara de sorriso maroto (nome de banda?), continuava me medindo dos pés à cabeça. Talvez querendo ter certeza de que era possível alguém se produzir pra uma viagem como eu, tamanha a sua surpresa com minha produção, que eu confesso, estava extraordinariamente ridícula. Mas, acredite, ele não se intimidou com meu estilinho estranho e "nada a ver". Quando eu achei que tivesse perdido o tom da paquera, ele fez meia-volta e voltou mesmo, em minha direção. Nervosa, começei a rir pra ele, e por dentro, achando graça de eu ter conseguido atrair uma gracinha daquelas, assim, sem um café da manhã, uma sombra digna de uma mulher decente, ou cílios alongados. Ele se aproximou de mim, retribuiu o sorriso e apenas disse:
- como eu iria partir sem conhecer você?
- eu não acredito que está paquerando num desembarque...
- qual o problema?
- nenhum, só fiquei boba com sua atitude...
- vamos tomar um café?
- não posso...estou aguardando uma pessoa, que deve estar desembarcando agora...
- que pena...
Conversa vai, conversa vem...coisas de aeroporto, sabe? Pois então...trocamos nomes, afazeres, moradias, destinos e até telefones, em menos de quinze minutos da paquera mais extraordinária que já me ocorreu. Andamos um pouco, subimos escada rolante e ele segurou a minha mão direita...parecíamos um casalzinho em lua de mel, à espera do vôo pra Paris. Cheguei a pensar alto, quando lhe disse:
- é muito inusitado, tudo isso...não estou acreditando!
- e o inusitado não é bom?
- mas você não está no carnaval da Bahia, não há blocos de rua, nem camarotes, nem estamos alcoolizados...nada justifica isso....
Ele riu da comparação e tentava se aproximar, mais e mais.... eu disfarçava, incrédula.
- sim, muito bom...mas ok, Zezinho. Eu vou para o portão de número 7, e você?
- vou para o portão G, do lado oposto.
- precisamos nos despedir...
O cara era novinho, mas cheio de atitude. Um homem alfa, meu Deus....Amém...ele me puxou para perto dele, me enlaçou e me deu um beijo, numa esquina do aeroporto, como se estivéssemos sozinhos e, talvez, na nossa suíte, já em Paris... o que eu fiz? Ah... primeiro eu ri, nervosa com tanta coisa nova e diferente; depois me dei conta de que existia um homem alfa, quase grudado em mim, pedindo atenção. Decidi me entregar aos seus beijos, aos carinhos; o portão de número 7, ou o G, poderiam ter sumido, pois era ali que eu queria me esconder. Nos braços daquele estranho chamado Zezinho. Enfim, uma história boa, em pleno mês das noivas. E Paris ficou bem pertinho de mim...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Pensando "naquilo"

vamos negociar?
Claro que estou pensando no que todo mundo pensa quando entra aqui: sim, em sexo!
Também fiquei pensativa sobre o comentário de uma amiga ordinária: que agora só penso em romance, em escrever neste blog, que não penso mais em sexo, e que talvez tenha perdido o interesse pelo sexo, de tanto que fico por aqui, escrevendo sobre amores vãos.
Ora, concordem comigo, que mal há em elocubrar sobre o amor? Nenhum. Também acho. E digo mais. Sexo verbal, nem faz meu estilo. Nem o meu, nem o dele (o Renato, do Legião Urbana), que infelizmente morreu, mas felizmente nos deixou um legado de músicas e ideias interessantes para consumirmos sem medo de errar na escolha, porque qualquer canção dele, é linda mesmo...
Voltando ao motivo do post, eu preciso reafirmar pra todos e gritar: EU NÃO VIVO SEM SEXO!!! Ah, esse ainda (o Roger, do Ultraje a Rigor) está vivinho da silva, e deve fazer pouco sexo, do contrário, não ficaria gritando, implorando por sexo, assim, como se estivesse há tempos sem gozar, literalmente...
Pior é que, quanto mais penso em sexo, mais desejo amor. E será que toda a legião masculina pensa diferente de mim? Vai saber!
Meditando e confabulando com as amigas, pensei em ir ao sexshop para, quem sabe, adquirir um "brinquedinho". Me perguntaram o que eu compraria. Expliquei que, além de vibrar, o produto teria que garantir preliminares extraordinárias, me enlaçar, me puxar pra mais perto, cheirar muito meu cangote, tatear meu corpo inteiro com suas mãos grandes, e me dizer aquelas coisas que amo ouvir quando estou fazendo amor...
(suspiros) "ai, o amor, hum, o sexo", ih, Rita (ela, a Lee), não dá né? Vamos parar por aqui...eu duvido que eu encontre um aparelho, movido a pilha, que traduza meu alto grau de romantismo.
Tô ferrada, diga logo, pode me dizer...
Pior não é nada. É a praga do meu amado EX, aposto.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

alguém tem que dar um FIM

me serve mais?
- quer saber? não dá pra programarmos esse novo encontro.
- sério?
- sim... vamos deixar essa história linda da gente, pra uma outra vida.
- você quer isso mesmo?
- não. mas só de imaginar você mentindo, penso que nada disso vale a pena.
- também não me sinto bem...mas pra estar com você, preciso fazer isso.
- o problema é que não tenho o direito de viver isso, com você...nós não temos o direito de viver isso.
-vc já me disse isso antes... mas e o que faço, com o que sinto?
- faz assim: deixa guardado. eu também deixarei. ficaremos guardados um no outro. Ninguém jamais saberá o que foi, o que não foi, o que era pra ter sido, o que poderia ter sido.
- preciso sair...depois conversamos...
suspiros meus
- ok.
fechamos a aba do bate papo, e a conversa, instataneamente, findou.